segunda-feira, 7 de março de 2011

Estudo sugere que ossos regulam fertilidade masculina

 Proteína da matriz óssea incrementa produção de testosterona

O esqueleto pode controlar a reprodução humana, actuando como um regulador da fertilidade masculina. Quem o afirma é Gerard Karsenty, da Universidade Columbia, em Nova Iorque, que encontrou recentemente uma ligação entre uma proteína desenvolvida nos ossos e a produção de hormonas masculinas.


De acordo com os resultados de  um  estudo publicado na revista "Cell", a osteocalcina - uma proteína sintetizada por osteoblastos, células da matriz óssea - induz o desenvolvimento de mais testosterona nos machos, mas não influencia a produção de estrogénio nas fêmeas.


Os investigadores americanos misturaram osteoblastos na criação de outras células retiradas dos testículos e dos ovários de roedores e verificaram que, nos ratos machos, a produção de testosterona triplicou, enquanto nas fêmeas, não houve mudanças.

Noutra experiência, foram injectadas osteocalcinas nos testículos dos ratos e o efeito foi identico ao anterior, visto que quanto mais osteocalcina recebiam, mais testosterona produziam. Por outro lado, quando a quantidade de osteocalcina foi diminuída noutras cobaias, estas produziram menos esperma.

O estudo permitiu assim constatar  que esta “sobredosagem” de testosterona no corpo do animal  poderia alterar os seus níveis de fertilidade.

Embora os investigadores ainda não saibam explicar por que este efeito se verifica apenas nos machos, acreditam que a descoberta pode ajudar homens com baixas taxas de fertilidade. Neste sentido, já estão a fazer experiências para testar até que ponto a osteocalcina pode ser usada no tratamento da infertilidade para homens.
in Ciência Hoje

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Anti-corpos

Link de uma animação que explica a actividade de uma célula Citotóxica

http://highered.mcgraw-hill.com/olcweb/cgi/pluginpop.cgi?it=swf::535::535::/sites/dl/free/0072437316/120110/micro34.swf::Cytotoxic T-cell Activity Against Target Cells

Link de uma animação que explica a interacção de um antigénio com os Linfócitos B e T

http://highered.mcgraw-hill.com/olcweb/cgi/pluginpop.cgi?it=swf::535::535::/sites/dl/free/0072437316/120110/micro33.swf::Interaction of Antigen Presenting Cells and T-helper Cells

Mecanismos de Defesa Especifica

Estes mecanismos são exclusivos do sistema imunitário, o qual reage de modo único e específico a determinados elementos estranhos. Contrariamente aos mecanismos não específicos,  são mobilizados lentamente, embora, após activação sejam muito eficientes.
As moléculas estranhas que provocam uma resposta imunitária designam-se por antigénios. Os antigénios  unem - se a anticorpos específicos, um para cada um deles. Não são células completas, são apenas fragmentos das moléculas externas (de virús ou de células estranhas como  bactérias); podem ainda ser toxinas libertadas por células estranhas.
Os antigénios mais abundantes são os de estrutura proteica. Ligam-se aos anticorpos  através de uma região chamada determinante antigénico.
Uma resposta imunitária específica apresenta as seguintes características:
 - Especificidade: só actuam as células  que são activadas por aquele antigénio que penetrou no organismo, e não outras. Para além disso, essas células apenas actuam sobre antigénios externos.
- Especialização: actuam células ou moléculas que podem atacar esse antigénio e não outras
- Diversidade: A existência de uma grande quantidade de antigénios pressupõe uma grande variedade de receptores antigénicos que desencadeiam a resposta.
- Memória imunológica: capacidade que o sistema imunitário tem para produzir uma resposta rápida, eficaz e duradoura perante um antigénio que lhe seja apresentado pela 2ª vez.
- Regulacão da resposta: o processo termina gradualmente à medida que ocorre a diminuição do antigénio.
Quando os mecanismos de defesa específicos são activados surgem células efectoras da resposta e células de memória, que reconhecem rapidamente o invasor no caso de nova infecção. As respostas imunitárias específicas podem ser de dois tipos:  imunidade humoral e  Imunidade celular