segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Anti-corpos

Link de uma animação que explica a actividade de uma célula Citotóxica

http://highered.mcgraw-hill.com/olcweb/cgi/pluginpop.cgi?it=swf::535::535::/sites/dl/free/0072437316/120110/micro34.swf::Cytotoxic T-cell Activity Against Target Cells

Link de uma animação que explica a interacção de um antigénio com os Linfócitos B e T

http://highered.mcgraw-hill.com/olcweb/cgi/pluginpop.cgi?it=swf::535::535::/sites/dl/free/0072437316/120110/micro33.swf::Interaction of Antigen Presenting Cells and T-helper Cells

Mecanismos de Defesa Especifica

Estes mecanismos são exclusivos do sistema imunitário, o qual reage de modo único e específico a determinados elementos estranhos. Contrariamente aos mecanismos não específicos,  são mobilizados lentamente, embora, após activação sejam muito eficientes.
As moléculas estranhas que provocam uma resposta imunitária designam-se por antigénios. Os antigénios  unem - se a anticorpos específicos, um para cada um deles. Não são células completas, são apenas fragmentos das moléculas externas (de virús ou de células estranhas como  bactérias); podem ainda ser toxinas libertadas por células estranhas.
Os antigénios mais abundantes são os de estrutura proteica. Ligam-se aos anticorpos  através de uma região chamada determinante antigénico.
Uma resposta imunitária específica apresenta as seguintes características:
 - Especificidade: só actuam as células  que são activadas por aquele antigénio que penetrou no organismo, e não outras. Para além disso, essas células apenas actuam sobre antigénios externos.
- Especialização: actuam células ou moléculas que podem atacar esse antigénio e não outras
- Diversidade: A existência de uma grande quantidade de antigénios pressupõe uma grande variedade de receptores antigénicos que desencadeiam a resposta.
- Memória imunológica: capacidade que o sistema imunitário tem para produzir uma resposta rápida, eficaz e duradoura perante um antigénio que lhe seja apresentado pela 2ª vez.
- Regulacão da resposta: o processo termina gradualmente à medida que ocorre a diminuição do antigénio.
Quando os mecanismos de defesa específicos são activados surgem células efectoras da resposta e células de memória, que reconhecem rapidamente o invasor no caso de nova infecção. As respostas imunitárias específicas podem ser de dois tipos:  imunidade humoral e  Imunidade celular

domingo, 9 de janeiro de 2011

Síndrome de Turner afecta duas mil mulheres em Portugal

Conclusões do primeiro estudo em Portugal revelam este número

2006-03-01
Duas mil mulheres em Portugal são afectadas pelo síndrome de Turner (ST), revela um estudo ontem apresentado pela  Serono Portugal. De acordo com a equipa de investigação existe, no nosso país, uma evolução clínica mais favorável do que a prevista, já que a maioria das mulheres afectadas demonstram uma mediana capacidade de escolarização e adequada realização social, profissional e familiar. Embora seja um resultado positivo, este primeiro estudo clínico e psicológico feito sobre a patologia que afecta cerca de 2000 mulheres em Portugal mostra também que existe a falta de conhecimento da população em geral sobre a doença, o que provoca um sentimento de isolamento nas doentes. A criação de uma Associação que apoie doentes e família e o diagnóstico precoce das anomalias são também outras necessidades apontadas como fundamentais por todas as pacientes envolvidas nesta investigação.
O estudo realizou-se com uma amostra de 25 doentes de diferentes regiões e grupos etários, apoiados pelo Serviço de Genética Médica do Hospital Universitário de Santa Maria. Os resultados mostram que, apesar das anomalias associadas, como o défice auditivo com repercussões na aprendizagem e a hipofunção ovárica que leva à infertilidade, as doentes com ST conseguem levar uma vida normal e lidar com situações problemáticas da vida como a população em geral.
O trabalho intitula-se Síndrome de Turner revisitado - novos aspectos Clínicos, Citogenéticos e Psicológicos e é assinado por  A.Sousa, M.Ávila, A. Leonardo, A. Medeira, I.Cordeiro, MC Santos, M.Nicolau, J. Gonçalves, J Nunes, HG Santos.

 O Síndrome de Turner é uma mal formação cromossómica que atinge aproximadamente 1 em cada 2500 recém nascidos. Relacionada com a presença de um cromossoma X anómalo ou ausente, só afecta mulheres. As meninas com este Síndrome são identificadas no nascimento ou antes da puberdade devido às características distintivas: baixa estatura, disgenésia gonadal, pescoço pregueado, tórax largo com mamilos amplamente espaçados e uma frequência elevada de anomalias renais e cardiovasculares.


"Em média nascem cerca de 20 bebés por ano com ST e em Portugal existem cerca de 2000 doentes. O que faz do ST uma doença rara e que não sejam desenvolvidos muitos recursos",  afirma a Professora Heloísa dos Santos, Médica no Serviço de Genética Médica do Hospital de Santa Maria e coordenadora do estudo. "Apesar de já ter sido descoberta no início do século passado, existem muito poucos estudos feitos e muitas pessoas desconhecem a patologia, o que faz com que as mulheres afectadas se sintam excluídas da sociedade", acrescenta.


Enquanto doença genética, o ST não tem cura, mas algumas das suas anomalias podem ser minimizadas. A baixa estatura pode ser atenuada através da administração de hormonas de crescimento, e a infertilidade com a terapia com estrogénios e recorrendo a modernas técnicas de reprodução.


A Serono é uma empresa de Biotecnologia que aposta na investigação genética como a chave para compreender patologias que afectam milhões de pessoas. Trabalha com um forte compromisso para a melhoria da qualidade de vida dos doentes através do desenvolvimento de fármacos inovadores, aliança e acordos de colaboração com parceiros em investigação e inovação nos sistemas de administração. As áreas de actuação da Serono são: Dermatologia, Endocrinologia e Metabolismo, Esclerose Múltipla e Medicina da Reprodução.
 
in Ciência Hoje